Hipotireoidismo: Síndrome causada pela queda na produção de hormônios

Oi Pessoal!

Hoje veremos mais um tema muito importante para cuidado de nossa saúde, que é sobre o Hipotereodismo, vem saber mais dos sintomas e como se tratar desse problema.

O Hipotireoidismo é  uma síndrome clinica resultante da deficiente produção ou ação dos hormônios tireoidianos, com consequente alentecimento generalizado dos processos  metabólicos. Pode ser primário (falência tireoidiana), secundário (causa hipofisária) ou terciário (causa hipotalâmica).

O hipotireoidismo primário e uma doença muito prevalente em todo mundo. Pode ser endêmica em regiões com deficiência de iodo , mas também e uma doença comum em áreas iodorrepletas. O hipotireoidismo primário é  mais comum na raça branca e responde por 95 % do total de casos. Como outros males da tireóide,  é mais comum em mulheres, a partir dos 40 anos de idade, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente de gênero ou idade. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia cerca de 3 a 5% da população tem alguma forma de hipotireoidismo. Na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto, uma disfunção auto-imune, onde o próprio sistema imunológico reage contra a tireóide. Mas outras causas como deficiência do iodo, iodoterapia (tratamento do hipertireoidismo) e uso de algumas medicações (amiodarona, carbonato de lítio, contrastes iodados) podem levar ao hipotireoidismo.

hipotireoidismo

Nesses casos é como se o organismo estivesse funcionando mais devagar e por isso as pessoas na maioria das vezes sentem cansaço excessivo, sintomas depressivos, diminuição da memória, fala lentificada, sonolência, constipação intestinal; outros sintomas comuns também são menstruação irregular, dores musculares, pele seca, queda de cabelos, ganho de peso, aumento do colesterol . A síndrome compromete o organismo de maneira global, por isso a riqueza de sintomatologia com a qual a síndrome pode se expressar-se. Entretanto, muitos pacientes são assintomáticos, sobretudo aqueles com doença menos intensa. Muitas pessoas questionam a respeito de ganho de peso causado pela doença, mas o  que acontece  é que o metabolismo de uma pessoa com hipotireoidismo sem tratamento fica mais lento, logo, mesmo realizando atividade física e dieta, o organismo gasta menos energia. Além disso, pode ocorrer retenção de líquidos, o que na balança vai causar o aumento de peso. Manutenção da atividade física aliada à dieta e tratamento correto do hipotireoidismo levam a regulação do peso.

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No recém-nascido, o hipotireoidismo manifesta-se pela persistência da ictericia fisiológica ( pele amarelada), choro rouco, constipação intestinal, sonolência, hernia umbilical, problemas relacionados a alimentação e se não tratado precocemente pode levar a um retardo mental irreversível. O rastreamento da doença deve ser feito em todos os recém-nascidos com a utilização do “teste do pezinho”e o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível.

A especialista em endocrinologia Carolina Meireles explica que o diagnostico é simples, realizado com a dosagem dos hormônios tireoidianos no sangue. As alterações clássicas são: TSH elevado e níveis baixos de T4 livre e T3. O tratamento consiste em geral na administração de levotiroxina (hormônio tireoidiano), em dose única diária, preferencialmente em jejum. A dose ideal da medicação varia de acordo com a idade e o peso do paciente. As crianças necessitam de doses maiores, enquanto os idosos de doses menores. A resposta ao tratamento deve ser avaliada pela dosagem dos hormônios tireoidianos após 6 semanas, tempo mínimo ideal para que se observe uma resposta plena ao tratamento.  A medicação pode ser usada em qualquer idade, incluindo o uso durante a gestação. “O acompanhamento com o endocrinologista deve ser realizado periodicamente para avaliação e reajuste das doses dos hormônios quando necessário. As pessoas tratadas apresentam uma vida completamente normal, sem restrições e as mulheres podem engravidar normalmente desde que as taxas hormonais estejam ajustadas”, orienta Carolina. De acordo com a especialista, a medicação nunca deve ser interrompida sem orientação médica, principalmente nas gestantes, sendo que na maioria dos casos a medicação precisa ser mantida de modo indefinido.

A médica

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Dra Carolina Meireles, CRM­DF: 22118 e CRM­GO: 14603; possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Petrópolis (2009). Pós­graduação Latu Sensu (Especialização) em Endocrinologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, realizada no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (2012). Título de Especialista em endocrinologia e metabologia (SBEM­AMB) (2014) e Membro associado á Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia desde 2013.

É isso meus amores, espero que vocês estejam gostando dos posts sobre saúde e bem estar! Busco sempre trazer informações legítimas com apoio de parceiros, a ajudar tantas pessoas que precisam dessas informações! Se você gostou e conhece alguém que precisa saber mais sobre o assunto compartilhe e espalhe o saber! Beijus da Pati e até o próximo post 😉

Fonte: AG1 COMUNICAÇÃO

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